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domingo, 12 de outubro de 2014

Você não terá o resultado da Média

E ae, pessoa, tudo certo? Clima político tenso no Brasil, redes sociais com fortes discussões e especialistas em economia pra tudo quanto é lado!
Bom, o assunto de hoje é de suma importância e muitas vezes ignorados: médias. Sim, médias. Aquelas da escola: média aritmética, etc. É comum vermos a força de alguns argumentos como “No longo prazo as ações vencem a renda fixa”, por exemplo. A grande questão é que tais argumentos, usualmente, são baseados em estudos estatísticos onde na média foi obtido tal resultado. Minha discussão hoje é tentar apresentar alguns pontos de vista de que a coisa não é tão simples assim.

A estatística é uma das ferramentas mais poderosas já criadas pela humanidade. É o que temos mais próximo de uma bola de cristal, pois permite-nos fazer previsões sobre eventos futuros dentro uma determinada faixa de erro. Algo como uma bola de cristal embaçada: você consegue ver mais ou meeeeeeeeeeenos, mas já é alguma coisa!
A média é uma das variáveis mais utilizadas em estudos que vemos por aí. “Na média isso, na média aquilo” e por aí vai. Os grandes problemas das médias são os, muita vezes esquecidos, extremos.
Utilizar como argumento que algo na média funciona é importante, mas a informação fica pouco precisa se não houver alguma medida de dispersão acompanhando. Uma medida comumente utilizada é a variância ou o desvio padrão.
Mas o ponto mais importante de todos mesmo é o seguinte: o seu resultado, muito provavelmente, não será o da média. O seu resultado somado ao de váááários outros investidores, esses sim, provavelmente, ficarão dentro da média.
Você pode estar com os pés descalços numa frigideira a 72ºC e a cabeça num congelador a 0ºC. Na média você estará na temperatura do corpo humano (36ºC), mas desconfio que você não estará se sentindo muito confortável... rs
Ao se basear em estudos que concluem que na média é melhor investir da maneira xpto qualquer, tome muitíssimo cuidado. Busque sempre saber qual foi o desvio padrão deste estudo. Por exemplo, encontrar que investir em empresas xpto deu um retorno de 5% com desvio padrão de 1%, significa que você poderá ter resultados variando entre 3% e 7%, por exemplo.
Já um retorno de 7% e com desvio padrão de 5%, significa que os resultados oscilarão entre -3% e +17%.
Repare bem no último exemplo: alguém vai ter retorno negativo. Não alguém, mas muitos terão!
O que lhe garante que você será o cara que ficará do lado da banda positiva? Você acha que é melhor que a média, então?
Um estudo nos EUA com motoristas de carro mostrou que 80% deles se consideravam motoristas melhores que a média, o que é impossível por definição (50% estão acima da média). Ou seja, o ser humano tende a se achar melhor do que ele acha que é.
No livro Investindo em Ações no Longo Prazo, de Jeremy Siegel, na página 31 é apresentada a seguinte imagem (aqui em inglês, roubada do blog Viver de Renda, rs):

Clique para aumentar

Note o seguinte, para períodos de 10 anos a carteira de ações apresentou retorno próximo a 7%, mas com risco próximo a 4,5%. O que isto significa? Significa que 68% dos retornos da carteira ficaram situados entre +2,5% e +11,5%. E que 95% se situaram entre -2% e +16%. E 99% das carteiras entre -6,5% e +20,5%. (tudo isso em valores aproximados)
Estatisticamente falando, em 6% dos períodos de 10 anos as carteiras de ações (no caso do estudo, o Dow Jones) apresentaram retornos negativos.
Minha pergunta pra você é: o que lhe garante que a sua carteira (dentro do período) não ficará dentro dos 6%? Note que foram retornos negativos e não retornos abaixo da renda fixa. Se formos colocar isto em questão, este percentual será muito mais alto!
Fecho o post de hoje com a recomendação de que sempre procure buscar as medidas de dispersão quando você estiver trabalhando com médias. E lembre-se: o seu resultado não será a média (e talvez fique bem longe da mesma), mas com certeza contribuirá para a estatística!
Abraços a todos!

88 comentários:

  1. Boa tarde, prófis!

    Bom assunto, rs. E claro, logo irá aparecer uns e outros com grande humildade intelectual metendo uma bronca com senhor afirmando que não é bem assim, como acontece no exemplo da média dos bons motoristas... kkkk

    Mas tem um detalhe: variância, desvio padrão... a estatística básica aplicada em mercados financeiros em especial renda variável é mais que uma bola de cristal embaçada; talvez melhor dizer uma bola de cristal distorcida. O problema não é a ferramenta, mas a insistência em querer usar essa ferramenta de forma indiscriminada. Por incrível que pareça é mais "normal" encontrar as maiores concentrações de pessoas posicionadas nos extremos dessas médias - quando o assunto são investimentos - do que nas médias propriamente dita, rs.

    Pra entender melhor o que eu estou dizendo é mais fácil recorrer ao exemplo criado pelo taleb: o extremistão e o mediocristão. Ali explica-se bem o equívoco das médias que inclusive outros pensadores sobre mercado já falaram mas não com tanta clareza.

    Achei no google esse pdf. Não é lá grande coisa e até meio papagaiado por meu gôsto esse pdf, rs, melhor recorrer ao livro. Mas serve como um resumo meia boca e quem sabe alguém genuinamente curioso use como ponte pra se aprofundar de forma séria. O que interessa está entre a pag 8 e 13 que encerra com a frase:

    """O foco é diferente: Não é pensar em o quanto se está enganado, mas quanto que irá custar se houver engano.""""

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    1. o link, rs, esqueci o link do tal pdf:

      http://financascorporativas.files.wordpress.com/2010/08/colc3b3quio-de-investimentos-cisnes-negros.pdf

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    2. Sim, meu texto um tentativa de abrir os olhos do leitor para este pequeno detalhe que faz toda a diferença! Citei apenas dados utilizando, simplificadamente, o modelo de curva normal, mas como Taleb mostra, o mercado financeiro está no extremistão. O resuminho do pdf tá bem feito! =)

      Agora, achei mais interessante ainda a história do Victor Niederhoffer... ele fazia algo parecido com a venda coberta sem ação?? kkkkkkkkkkkkkkk

      []s!

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    3. Prófis,

      Com certeza devem existir umas 5 versões da história desse cabra espalhadas pela web, rs. É só precurar.

      Mas derrepentemente o que ele fazia e deu chabu eram call (ou put) ratio spread.... kkkkkk

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    4. Bota emoções, bicho, moooitas emoções...

      Faltam 25 pregões e só hoje já correu pra +9%. E vc brincando com fogo, rs

      Dica: se encostar nos 25,xx faltando un 6 ou 7 pregões pro venc, fecha sem pensar porque vai apurar algo mais pra perto do lucro máx. Antes disso é complicado porque a ponta short ainda deverá estar "gordinha", rs

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    5. Mizifio, nem você viu o erro tosco do marcio, o post está falando se uma coisa e o gráfico de outra. O gráfico analisa periodos e não carteiras, como o post sugere. Isso aqui é uma desinformação.
      []s
      Jorge

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    6. E sim, o gráfico analisa períodos. Quem garante que você está dentro do período que vai dar certo?

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    7. Quem garante que você não estará acima da média e não como entre os 30% dos americanos que acham que estão acima da média, mas na verdade estão abaixo dela?

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    8. Pelas suas perguntas deu pra ver que voce nao entendeu o grafico.

      Que tem a ver 30% dos americanos cara? O grafico mostra outra coisa.

      O grafico inclusive trata somente da media, usando o DJIA, dizendo que na media dos periodos analisados o mercado deu este retorno com este desvio padrao. Repito, desvio padrao nos periodos, e nao nas carteiras. Voce esta assumindo que x% das carteiras tiveram negativo no periodo. O grafico nao tem nada a ver com isso.

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    9. E sim, o gráfico analisa períodos. Quem garante que você está dentro do período que vai dar certo?

      Vamos analisar a pergunta acima feita por vc. No meu periodo de investimento de 10 anos, por exemplo entre 2000 e 2010, o grafico fala que existe um desvio padrao das carteiras analisadas de x%?

      Ai esta seu erro

      Cansei, vou dormir

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    10. Mizifio, independende de concordar com o texto, que tem sua logica, da uma olhada no grafico e explica pro menino

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    11. Mizifio, esquece, ele editou o post. Apesar de estar errado ainda, ficou menos pior.

      Ele editou esta frase que antes falave em 6% das carteiras, bla, bla, bla: "Estatisticamente falando, em 6% dos períodos de 10 anos as carteiras de ações (no caso do estudo, o Dow Jones) apresentaram retornos negativos"

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    12. "Voce esta assumindo que x% das carteiras tiveram negativo no periodo"

      Não, não e não!

      Vou fazer a pergunta para vocês anônimos:

      Baseado nos dados do gráfico, qual seria a probablidade de obter uma rentabilidade entre 6% e 8%, investindo em algum ETF do DJI durante períodos de 10 anos, partindo do pressuposto que tais relações se comportam com uma distribuição normal?

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  2. Di: muito bom o post. Mas será que vc ou algum leitor / comentarista não teria um gráfico do mercado brasileiro (ou de algum mercado europeu, por exemplo) para podermos comparar?
    Isto porque as altas taxas de juros brasileiras, por um lado, e a pujança da economia ianque, por outro, fazem a nossa realidade ser muito distinta dos EUA. De modo que qualquer raciocínio baseado naquelas premissas pode ficar "totalmente distorcido*.

    Veja que lá, em 20 anos, aplicações 100% em renda fixa tiveram uma relação risco-retorno pior do que 100% em ações...
    Quem partir deste raciocínio no Brasil está ferrado (e o que é triste, vejo muitas pessoas iniciando decisões de alocação com base nessa premissa, como se fosse uma certeza absoluta aplicável à realidade brasileira). O retorno real em ações parece-me pífio (o "Blog do Uó" tem uma postagem recente interessante, mostrando o IBOV deflacionado), se comparado à RF.
    De qualquer forma, sei que o tema central do post é a questão da média e seus perigos interpretativos. Grata por nos permitir a reflexão e por nos trazer uma bela ilustração da fronteira eficiente de Markowitz.

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    1. Oi, Lê/Wã,

      eu até queria fazer um estudo mais longo destes aqui no Brasil, mas só consigo dados confiáveis de 94 pra cá. Se você souber me indicar uma base de dados de retornos da renda fixa lá dos 50 pra cá, posso fazer as tabelas sem problemas! hehe

      Sim, aqui no Brasil o "prêmio" de risco foi negativo nos últimos tempos. Afinal de contas, uma empresa crescer 45% é complicado pra bater renda fixa, não é mesmo? hehe

      []s!

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    2. Errada: Lê/Wã.... + Jonas/Mizifio, também!

      kkkk

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    3. 1) Não sei indicar. Mas se vc já tem dados desde 1994, já são 20 anos de dados.
      Como o ótimo é o maior inimigo do bom, monte a tabela com isso mesmo, nem que seja para podermos comparar com os dados americanos.

      2) Quem diabos é Wã?
      Letícia.

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    4. 1) Sim, são 20 anos de dados, mas só vai me dar 1 uma amostra de 20 anos, 2 de 19 anos, 3 de 18 anos, etc... uma amostra maior seria melhor para estudos de prazos mais longos.

      2) Não é vc?! Então confundimos.... era uma (ou um...) anônimo que frequentava outras cercanias que não a daqui...

      []s!

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    5. Dimarcinho, o prêmio foi negativo se comparado com o Ibovespa que é um indice merda e não reflete a média do mercado.

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  3. E quem segue um fundo de índice de baixo custo, não tende a ter resultados bem próximos da média?

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    1. Sim, claro. Esse que fica restrito a um fundo de índice é o que se convencionou chamar de investidor passivo. Mas o post do profis, no caso, é dirigido ao que se convencionou chamar de investidor ativo.

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    2. Anônimo,

      na verdade o post foi justamente para dizer que não.

      Por exemplo, o estudo do Siegel, que é baseado em fundo de índices (Dow Jones) mostrou que o retorno foi de 7%, mas variando na ampla faixa de -3% a 17% (isso q estou considerando simplificadamente o modelo normal; com certeza teremos extremos com maiores números negativos e outros positivos).

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    3. Essa é conclusão do livro citado no artigo

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    4. Não, anônimo, está não é a conclusão do livro citado...

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    5. Marcio, ler um livro até o final não é ler o primeiro e o ultimo capitulo.
      Esta é sim a conclusão do livro.
      Para sua informação, o Dow Jones não é uma média precisa do mercado acionário americado, mas uma média de 30 empresas, com a ponderação determinada por um método tosco que é baseado nas cotações. Isso mesmo, soma as cotações de uma unidade (ação) e divide pelo numero de empresas.

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    6. Caro dimarcinho,
      Você não leu o livro. O autor sugere que o investidor de longo prazo em ações deve investir passivamente no índice.

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    7. Isso mesmo anon, passivo no indice tende a se aproximar da media, o livro, que por sinal é um belissimo estudo cientifico, conclui isso, mas o marcio diz que o post dele é para dizer o contrario

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    8. Prezados anônimos,

      como vocês não entenderam e meu post e, obviamente, não entendem absolutamente nada de estatística, estão falando isso. Mas ajudo.

      Caso, por algum milagre, os dados do livro do Siegel se repetissem, garantindo a média de 7% de retorno e desvio padrão de 4,5%, vamos então aproximar o modelo a uma curva normal (apenas para termos uma noção...)...

      O anônimo acima mencionou: "tende a ter resultados bem próximos da média".

      O que seria bem próximo da média? Isso é muito vago. Mas dados os baixos retornos proporcionados no mercado americano, talvez os valores entre 6% e 8% sejam suficientes (uma margem de +/- 1% da média)

      Ou seja, dado o modelo gaussiano, a probabilidade do investidor de um retorno bem próximo da média (entre 6% e 7%) será de:

      Z = (6 - 7) / 4,5 = -0,2222
      Pela tabela Z, isso dá uma probabilidade de 0,0871 = 8,71%.

      Como a distrubição é em cima do valor central para ambos os lados, então é simétrico. Ou seja, a probabilidade de estar entre 6% e 8% é o dobro do número anterior, ou seja, 17,42%.

      Assim, ao primeiro anônimo, a probabilidade de você ficar BEM PRÓXIMO da média dos resultados já obtidos pelo Siegel seria de 17,42%.

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    9. Só espero que vocês não estejam confundindo e média de retorno histórico com o retorno médio do índice... rs

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    10. Marcio, o post estava tão sem pé nem cabeça que minha interpretação estava realmente incorreta, o problema foi que ao reler eu percebi que a coisa é pior do que parece e você está misturando as coisas.

      Realmente da pra perceber que você não leu o livro, tanto pela conclusão que você supõe ser a conclusão do livro como pela própria leitura do gráfico. A conclusão do livro já foi falada acima, mas vamos focar no gráfico.

      O objetivo do gráfico e o contexto ao qual ele está inserido no livro visa mostrar que quanto maior o período de exposição a ações, menor o risco (desvio padrao) para se obter um resultado acima do ativo livre de risco. Esta é a única interpretação do gráfico e não o que você está querendo ver.

      O desvio padrão refere-se aos diferentes PERIODOS analisados e não as diferentes CARTEIRAS analisadas. Então é assim, não significa que algumas x% das carteiras tiveram rentabilidade negativa, mas que x% dos periodos tiveram rentabilidade negativa. Bem diferente, não?

      Isso é óbvio, pois os estudos do Dr. Siegel se baseiam em analisar dados de cerca de 200 anos, então possivelmente 6% dos períodos de 10 anos foram periodos de bear markets nervosos.

      Você pode ser bom em estatística e nas continhas, mas se não ler o livro e o contexto em que o gráfico está inserido, realmente fica dificil você escrever algo descente.

      []s
      Jorge

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    11. Anônimo 14 de outubro de 2014 22:58,

      insisto: vá estudar interpretação de textos.

      "O objetivo do gráfico e o contexto ao qual ele está inserido no livro visa mostrar que quanto maior o período de exposição a ações, menor o risco (desvio padrao) para se obter um resultado acima do ativo livre de risco. Esta é a única interpretação do gráfico e não o que você está querendo ver."

      Em que momento eu discordei disso?

      "O desvio padrão refere-se aos diferentes PERIODOS analisados e não as diferentes CARTEIRAS analisadas. Então é assim, não significa que algumas x% das carteiras tiveram rentabilidade negativa, mas que x% dos periodos tiveram rentabilidade negativa. Bem diferente, não?"

      O que garante que no seu PERIODO de investimentos você estará dentro da banda positiva e acima da média que o mercado irá retornar?

      Já entendeu ou tá difícil? rs

      Agora, ter esse livro todo sem entender o mínimo de estatística fica difícil mesmo.

      Faço as contas e jogo aqui e vem a chuva de comentários de que "fui humilhado" kkkkkkkkkk

      Vcs são umas figuras! kkkkkkk

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    12. Voce é meio burrinho mesmo hein marcio, nada garante, mas o que o grafico mostra nao tem nada aver com resultado das carteiras em um determinado periodo. Se eu investir por 10 anos em acoes, nada garante que eu fique na media, mas o desvio padrao citado no estudo nao tem nada a ver com isso.

      Se eu investir passivamente Eu te garanto que em 10 anos eu vou ficar na media de todos que investiram NO MESMO PERIODO. Comparar periodos diferentes nao tem nada a ver.

      O desvio padrao é para os periodos, analisando o retorno do DJIA e nao o desvio padrao das carteiras analisadas em um determinado periodo de 10 anos

      Dificil entender hein?

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    13. Desculpa, cara, não dá pra falar contigo.
      []s!

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    14. O post está desconexo com o grafico. O desvio padrao do grafico nao tem nada a ver com o que fala no post

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    15. "O que garante que no seu PERIODO de investimentos você estará dentro da banda positiva e acima da média que o mercado irá retornar?"

      Nada garante, mas aonda fala que o desvio padrao no MEU PERIODO está no grafico?

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    16. Quem falou de investimentos em fundo de índice foi vc....

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  4. o grande problema não está em saber o desvio (ou variância) da média. Precisamos ter em mente que média é um recurso matemático para resumir o que houve no passado, tipo "resumir o lado esquerdo do gráfico". Desvio e variância são outros recursos matemáticos para dar uma idéia da dispersão encontrada entre os vários valores que resultaram naquela média
    O problema está em pressupor que tais médias (baseadas em valores passados) tenderão a seguir determinado comportamento no futuro. É onde grafistas (analistas técnicos) quebram a cara, pois usam-se de recursos matemáticos para tentar adivinhar como a curva se comportará no futuro, baseando-se em dados do passado. Mas precisamos ter em mente que o comportamento de ativos de renda variável varia em função de inúmeros fatores. Nenhum modelo matemático será capaz de acertar o comportamento futuro do ativo de renda variável, pois não tem como prever o comportamento dos fatores que influenciam no preço dele.

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    1. É mais ou menos por aí, anom.

      Mas só vamos ressaltar que existem outros universos fora dos mercados financeiros e economia em geral nos quais reversões as médias, modelo gaussiano e tals funcionam com razoável confiabilidade de previsão.

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    2. Fala, anônimo 13 de outubro de 2014 12:47,

      muito bom comentário. Adicionalmente ao q foi dito pelo anom 13 de outubro de 2014 13:03, em processos que são mais controlados e as variáveis são mais controláveis (por exemplo, processos industriais de fabricação de peças), os modelos de curva gaussiana se aplicam facillmente.

      Infelizmente (ou felizmente?!), não é o caso do mercado financeiro. E entender o signficado disso é um passo muito importante na compreensão do risco como volatilidade.

      []s!

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  5. Porra marcinho seu post ja responde e contraria tudo que voce prega. Justamente por isso que voce escreveu que o investidor tem que buscar se aproximar da media e nao dos extremos.

    Como se aproximar da media? Diversificacao, aportes periodicos, etc.

    Como se aproximar dos extremos? Valuation, trades

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    1. Boa tarde, anônimo,

      poderia me mostrar onde eu escrevi que "o investidor tem que buscar se aproximar da media e nao dos extremos" ?

      Sds,

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    2. Voce tem dificuldade com textos. Eu nao disse que voce disse isso.

      Eu disse que justamente por isso que voce disse no post, esta claro que o investidor deve buscar se aproximar da media.

      Qual sua opinião, deve se aproximar doa extremos?

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    3. Já eu li outra coisa: acho que o dimarcinho não disse pro investidor buscar isso ou aquilo, mas somente disse que o investidor não terá o resultados próximos a média.

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    4. Realmente ele não disse, como sempre o post é uma estrada que vai do nada a lugar algum. Qual a conclusão?

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    5. Anônimo14 de outubro de 2014 15:43,

      vc escreveu:

      "Justamente POR ISSO QUE VOCÊ ESCREVEU que o investidor tem que buscar se aproximar da media e nao dos extremos."

      Coloquei em destaque para chamar a sua atenção. Acho que você deveria assumir que quem possui dificuldades de entender textos é você buscar resolver isso. Eu sugiro aulas de português (regência, orações subordinadas) e cursos de interpretação de texto.

      Abraços!

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    6. Anônimo 14 de outubro de 2014 19:27,

      é de praxe a conclusão de um texto ficar no último ou 2 últimos parágrafos! A propósito, vc sabe o que é isso?

      []s!

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    7. Por que voce mudou de assunto, o que esta em discussao nao é a interpretacao do texto, mas a questao de se aproximar das medias ou dos extremos. Qual sua opiniao?

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    8. Meu comentário foi sobre a minha interpretação para o gráfico, e seu post é tão absurdo que realmente não tem como entender o texto

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    9. mi = 7%
      dp = 4,5%

      P( 6% < x < 8%) = 2*P( x < 6%)
      Z = (6-7)/4,5
      Z = -0,2222
      P(Z>0,222) = 0,0871

      P( 6% < x < 8%) = 0,1742

      Tá respondido!

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    10. Meu deus, tá dificil hein marcio, pense durante esta noite e voce vera onde esta o erro. Olhe o grafico

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    11. Vc é o mesmo cara que disse que eu escrevi algo e depois disse que não escrevi, com o texto escrito acima, né?

      Tá difícil, mesmo!

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    12. Se eu tiver uma boa diversificacao, e aportar periodicamente durante 20 anos, voce concorda que a probabilidade de eu me aproximar da média é grande?

      Pensa que ao aportar por 20 anos eu terei carteiras diferentes, 1 com 20 anos, outra com 19, 18, 17 e assim por diante.

      Pode responder minha pergunta?

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    13. Com os mesmos 20 anos de aportes periodicos o investidor terá também 10 carteiras com pelo menos 10 anos cada.

      É razoavel que se aproxime da média

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    14. Cara, eu já escrevi tudo no texto. Mas vamos continuar com o exemplo do Siegel. A amostra dele foi de 200 anos. Vejamos então os períodos de 10 anos.
      Em 200 anos é possível ter uma amostra de 191 anos (1..10, 2...11, ...., 191...200).

      Nesta amostra de 191 dados, houve um retorno médio de 7% e desvio padrão de 4,5%.

      Se você fizer aportes periódicos, regulares e exatamente do mesmo tamanho durante um determinado período é claro que você ficará dentro da média DAQUELE PERÍODO. Mas e o desvio padrão DOS PERÍODOS ???

      Por exemplo, você fez aportes entre os anos 23-33. Assim, você terá a média de retorno deste período, com certeza. Porém você não tem a mínima ideia de qual será esta média!!!!!!!!!

      Partindo-se do princípio que o passado se repete (o que não é verdade, mas apenas para questões de raciocínio), se a média é 7% o desvio padrão é 4,5%, o seu resultado estará entre -6,5% e 20,5%. O problema é esse: não dá pra saber quanto vai ser!!!! Não há GARANTIAS de que investindo no longo prazo acontecerá um resultado positivo.

      Ainda nesta linha, como já calculei acima, a probabilidade de ficar na média (6%-8%) dentro de um período de 10 anos qualquer seria em torno de 17%.

      É claro que a probablidade, segundo os dados apresentados e considerando que irão se repetir, é positiva, mas não há garantias.

      Dependendo de qual período vc estiver, poderá ter retornos muito melhores ou muito piores.

      E isto é exatamente o que levantei no texto.

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    15. Legal, e isso esta entendido, e como eu disse o texto ficou melhor depois que voce corrigiu. Alem disso o comentario do mizifio (o primeiro de todos) influencia a pensar que o resultado do investidor, baseado no grafico, depende da capacidade do investidor, enquanto na verdade, com relacao ao grafico, depende exclusivamente do acaso (ter enfrentado um periodo de 10 anos "bom")

      Um comentario adicional, mas testar a probabilidade de o investidor ficar entre 6 e 8, é compreensivel para efeito de conta (e para explicar o texto). Mas para o investir normal, o que conta no investimento em RV fiçar acima dos bonds, desta forma, como a média dos bonds é 3.5, o importante é saber a probabilidade dele ficar acima deste numero. Se fizer a conta vera que é uma probabilidade bem razoavel de ter resultado >3.5%. Alem disso, se o investidor desenvolver uma metodologia para se aproximar da média (ou diminuindo a chance de ficar nos extremos), a probabilidade aumenta mais ainda (mesmo que ele também diminua a chance de estar no extremo superior)

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  6. Dimarcinho, esse gráfico mostra "aquela" teoria de otimização de carteira, não?
    Onde para quem, em geral, esta com 100% em renda fixa, com uma pequena exposição em renda variavel aumenta a rentabilidade diminuindo o risco.

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    1. Sim, é o modelo de otimização de carteira de Markowitz (q ele mesmo não usava, kkk)

      []s!

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  7. 3, 2, 1 .... Depois desta humilhante explicação do anon Jorge existe um risco do dimarcinho dizer que o post é um troll fishing, kkkkkk

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  8. Outro erro de interpretação do gráfico, em periodos de 10 anos o desvio padrao para 100% acoes e 100% bonds (RF) é praticamente o mesmo, mas com acoes com retorno superior. Neste caso qual é melhor marcio? Retorno de 7 com desvio padrao de 4 ou retorno de 3 (bonds) com os mesmos 4 de desvio padrao? Entende tudo de estatistica voce hein? Como passou no concurso da petrobras? Logo se ve que é um mané

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    1. Sim, é verdade, o retorno dos bonds foi superior. Em que momento discordei? rs

      Vcs estão enxergando muitas coisas q eu escrevo, mas nunca conseguem me mostrar onde! kkkkkkk

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    2. *Sim, é verdade, o retorno das ações foi superior.

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    3. Marcio, presta atencao, o desvio padrao nao é com relação a media do mercado, mas com relacao aos periodos. Dificl entender hein?

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  9. Eu to achando que esta corrigidinha de visao do grafico vai mudar a visao de vida do marcio. Bastava ter lido o livro com atenção. Mas não, ele gosta de ficar pulando os capitulos, kkkk

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    1. Corrigida de visão?! O que falei de errado no texo, colega, poderia apontar?

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    2. O texto esta desconexo com o grafico.

      Vou dizer uma coisa, o texto por si só não tem nada de errado, mas ao usar dados do grafico (que busca representar outra coisa) o texto esta baseado em dados incorretos.

      Eu até concordo com o que o texto diz, e é até logico, mas infelizmente voce esta usando o grafico indevidamente e com isso perdeu todo o sentido (texto e grafico)

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    3. Cara, o texto fala que se basear em médias sem prestar atenção ao desvio padrão é uma furada.

      E coloquei um gráfico que mostra uma média E um desvio padrão bastante razoável.

      O que está desconexo ??

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    4. Depois que editou o post melhorou

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  10. Triste é ver que todo mundo comentou aqui sem ler a porra do post e o gráfico. Logo se ve que ou as pessoas nem leem e preferem idolatrar (encher o ego) do marcio ou estes anonimos todos não passam do proprio marcio comentando para parecer que o blog é relevante

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    1. Amigo, me põe no hospício o dia que eu ficar escrevendo pra mim mesmo em meu blog.

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  11. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Vc vem ao meu blog me xingar e quer q eu dê qq tipo de apoio pra vc? Só pode estar brincando.

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    2. Depois que voce mudou o post todo ficou mais claro, estou satisfeito em tê-lo corrigido e feito pensar

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  12. Voce fala de investidores que ficaram negativos em determinado periodo (ta no post). Quem garante que estes que ficaram negativo ficaram abaixo da media do mercado? Eles podem ter ficado negativo e mesmo assim ter ficado acima, e muito, do mercado.

    Por outro lado, num outro periodo, o fulano pode ter ficado muito abaixo do mercado, durante um bull market, e mesmo assim ter ganhado dos bonds.

    Seu post fala em ficar acima ou abaixo do mercado e o grafico fala em retorno da media do mercado nos periodos analisados

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  13. O post foi editado mesmo, pode esclarecer dimarcinho?

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    1. Sim, uma frase do final estava confusa, mas agora já está ok.

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  14. Anônimos, como estou de bom humor:

    o texto busca chamar a atenção que o resultado médio sempre acompanha um desvio. O gráfico foi utilizado, justamente, um exemplo para mostrar isso. E apenas isso.

    Não entendi ainda porque vocês estão misturando os assuntos.

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    1. O problema é que o texto usava o grafico para tirar conclusão sobre algo que nao era o objetivo do grafico. Depois que voce mudou o post melhorou um pouco

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    2. Bondia, prófis!

      Puxa, estava em itaipava e acabei ficando fora da polêmica... kkkk

      Mas a conclusão que eu cheguei é que sem a minha a participação nos debatimentos (apesar do jorge clamar pela minha intervenção umas 3 vezes... kkk) , vcs dois conseguiram chegar a um acordo inédito: vc fez as alterações reclamadas por ele e ele disse que gostou do resultado!

      =8^O

      Porra, por um lado isso merece ser comemorado! Mas me deixa numa situação delicadíssima.... Já que reforça a tese maldosa que é sempre a minha inconveniente presença que impede o acalmamento entre os debatentes conflitantes na blogosfeira!

      kkkkkkkkkkkkkkk

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    3. Anon 15 de outubro de 2014 18:46,

      Usei o gráfico como exemplo, pois ele é de um estudo q engloba média e desvio padrão. Não vejo motivo para não utilizá-lo.

      Mizifio,

      esses "debatimentos" em grande parte sou perdendo tempo com o analfabeto funcional que escreveu aí em cima, diz q eu escrevo depois diz que não escrevo, depois que escrevo e por aí vai. Acho que é o Cambaleão, ele era tão burro quanto, rs

      []s!

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    4. Mizifio, se voce abandonasse esta blogosfera estaria fazendo um favor a todos

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  15. di, você pode me ajudar com uma dúvida, qual a forma de ficar próxima da média?

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