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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

IBOV x Empresas Boas do IBOV


Fala, galera, tudo na paz?

Hoje venho com um estudo que me deu bastante trabalho, pois não tenho grandes tabelas com dados organizados para poder utilizar querys e tive que fazer tudo “no braço”.
Vejo muita gente falando de estudos (quais?) que mostram que um investidor individual não consegue bater o índice de mercado e, por isto, o ideal seria investir em ETFs. Quer dizer então que se um investidor montar uma carteira com ações bem selecionadas e as manter ele não conseguirá bater o índice, mesmo sabendo que este possui várias empresas ruins? Será mesmo? Digo, faz algum sentido?
Gostaria MUITO de ver esses estudos. As pessoas muitas vezes vêem apenas os resultados, mas esquecem de olhar a metodologia... estatística não é nada simples!
Meu estudo, apesar de ter me dado muito trabalho, foi muito simples: resolvi montar uma carteira eliminando as “empresas ruins” e comparei a rentabilidade com o Ibovespa no mesmo período.
Fiz o seguinte, peguei a composição atual do Ibovespa e resolvi analisar o comportamento do lucro das ações nos últimos anos.
Minha ideia foi filtrar as empresas "ruins". Entenda-se empresas ruins, como empresas que não tem requisitos para um investidor em valor.
Para o filtro, exigi apenas o seguinte:
1) Lucros constantes e crescentes
2) Margem líquida acima de 10%
Estes são alguns dos requisitos para investimento em valor. O lucro é algo óbvio. Já a margem líquida acima de 10% é meio que uma garantia que a empresa não apresentará prejuízos no futuro, pois margens apertadas tendem a se transformar em prejuízo em épocas de crise.
Também excluí as empresas com lucros erráticos ,pois este não é um requisito do investidor em valor.
Os períodos estudados foram dois: montar uma carteira ao final de 2008, no pós-crise e montando a carteira no início deste ano. Apesar de saber que ao final de 2008 o Ibov tinha uma composição diferente da de hoje, vocês vão reparar que as empresas boas permanecem, o que muda mesmo são as empresas ruins. Então não creio que isso fará tanta diferença assim nos resultados.
Assim sendo, parti do Ibov inicial, composto por 62 empresas. Não esqueça esse número.
Para estava avaliação, analisei os lucros das empresas disponíveis no site do Bastter, onde já aparecem as informações bem resumidas.
Feito este filtro inicial, sobraram 45 empresas. Vocês sabiam que a antiga ECOD3, atualmente VAGR3, micasso da bolsa, está no Ibov? Pois é...
Daí parte para 2 situações, uma real e outra hipotética: na real, o cara partiu apenas dos dados que possuía ao final de 2008, montou a carteira e veio com ela. A outra, mais hipotética, é pegando com os dados de 2011 e montando a carteira em 2008 também. No entanto, desta vez era obrigatório ter margens de acima de 10% (num primeiro filtro, eu deixei passar algumas empresas que tinham este valor menor).
Além disso, também montei uma carteira da empresa que atendia aos requisitos em 2008 e 2011, apenas por estudo (que deveria ser a carteira a ser montada hoje). Para esta carteira sobraram apenas 27 empresas! Menos da metade do Ibov!
Outro ponto importante: como eu tive que excluir muitas empresas, alguns percentuais “sumiram”, não é verdade? Para ficar uma comparação justa com o Ibov, eu apenas normalizei os dados.
Feito isto, seguem os dados comparando as carteiras:

Carteira
2009 - ago/2012
Anual
jan/12 - ago/12
Anual
IBOV
45,61%
13,34%
-0,83%
-1,25%
Final de 2008
53,07%
15,25%
-0,90%
-1,35%
Final de 2011
73,66%
20,20%
0,67%
1,01%
Final de 08 & 11
50,16%
14,51%
-1,37%
-2,05%
Reparem como um simples filtro fez a carteira simplesmente vencer o Ibovespa. A carteira montada em 2008, destacada acima, seria a mais real, pois partiria dos dados que o investidor possuiria na época. Vejam que ela bateu o IBOV em 7,46% ou ainda, 1,90%aa. Essa diferença é gigante no longo prazo.
Pra se ter uma ideia, ao longo de 20 anos, essa diferença equivale a ter o quase o 37% do dinheiro que teria o investidor que ficou apenas no IBOV.
Obviamente, este estudo é curto (apenas 3 anos), no entanto já dá pra ver a força de ter apenas boas empresas em carteira.
Não deu pra fazer um estudo mais prolongado devido às várias mudanças que ocorrem no IBOV ao longo do tempo. Por exemplo, eu não consegui acertar os papéis da OIBR3 (antes formados por uma penca de papeis). Assim, tive que excluir ele de todas as contas. Mas isso não muda o raciocínio.
Vejamos que, por exemplo, em 2008 tínhamos a USIM3 na carteira. Ela estaria até hoje lá, mas mesmo tendo caído -41,7% no período e pesando 10% da carteira “Final de 2008”, a rentabilidade final foi excelente.
Eu poderia parar por aqui para mostrar que só escolher as empresas boas é suficiente, mas o Ibov, além de empresas ruins, possui outro critério péssimo de alocação dos ativos: percentual baseado na liquidez. Quanto maior o volume negociado, maior a participação no índice. E isso não faz sentido NENHUM para o investidor.
Resolvi então fazer carteiras igualmente diversificadas. Assim, para a carteira “Final de 2008”, onde havia 30 empresas, o percentual de alocação inicial ficou 3,33% para cada ativo. Terá sido muito diferente? Vejamos os resultados a seguir.
Carteiras com peso inicial igual (exceto IBOV)
Carteira
2009 - ago/2012
Anual
jan/12 - ago/12
Anual
IBOV
45,61%
13,34%
-0,83%
-1,25%
Final de 2008
77,96%
21,18%
2,99%
4,53%
Final de 2011
126,46%
31,32%
0,00%
0,00%
Final de 08 & 11
84,36%
22,62%
6,65%
10,14%
E notamos que uma melhor diversificação conseguiu trazer melhores retornos. Isto se explica em fato pelo atual desempenho dos papéis da PETR e VALE não irem muito bem, só que eles correspondem a 25% do índice! Um índice que possui 62 empresas, ter em 2 apenas 25% é muito mal diversificado. Não à toa que estes papéis são os que normalmente decidem a rentabilidade final diária do Ibov.
Bom, este foi um estudo que me deu bastante trabalho (para analisar todas essas ações), mas vemos que com filtros SIMPLES e sem muito rodeio é possível filtrar boas ações e vencer o índice facilmente.
E por quê? Simples: o IBOV tem ações como OGXP3 e VAGR3, as quais estão longe de preencher algum requisito para o investidor de longo prazo, que busca papéis para investir em valor. E é por isso que estou fora dos ETFs que replicam o Ibovespa.
Abraços a todos!
OBS.: segue link da planilha com os cálculos utilizados.
OBS2.: O Viver de Renda achou alguns errinhos na tabela, assim sendo, atualizei a 1ª tabela, o texto e planilha. Mas cabe ressaltar, que a conclusão final não mudou.

47 comentários:

  1. Ola dimarcinho, eu cheguei a fazer uns estudos assim, até tentei fazer um a partir de 2002 mas a maioria das empresas que faziam parte do Ibov na epoca não existem hoje então ficou inviável.
    O indice ibovespa é uma grande aberração pois as empresas que fazem parte deste indice estão lá apenas pelo volume negociado e não se são boas ou ruins, acho que o Ibrx-50 e mais honesto que o ibov.

    Um abração!

    Lord

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    1. Fala, Lord!

      Realmente, é bastante complicado fazer esses estudos, pois temos dividendos, subscrições, etc, etc no meio. Além de papéis que mudam de nome
      A OIBR3, por exemplo, não consegui acertar; ela veio de TNLP3, TNLP4, BRTO3, BRTO4, TMAR3, TMAR5 e TMAR6 (mais ou menos esses)

      Também concordo que o IbrX-50 tem melhores resultados, mas ainda assim, dá pra melhorar!!

      Grande abraço!

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  2. Talvez a maioria dos investidores realmente não conseguem bater o mercado, o que não significa ser uma tarefa difícil, muito pelo contrário. Percebo que muitos querem ter bons resultados na carteira, mas não se dedicam ao estudo e formação de uma estratégia própria. Assim fica difícil para identificar boas oportunidades de negócio.

    Sobre os fundos, não é de se espantar porque a maioria perde pro mercado. O gestor precisa respeitar o estatuto, burocrático e cheio de regras. Mesmo que uma empresa seja interessante e apresente uma ótima oportunidade de investimento, o gestor precisa seguir as regras do fundo, respeitar a classificação de rating das agências de risco, padrões de liquidez, etc. E como se não bastasse, ainda precisa contar com o psicológico do investidor que aporta no fundo para não retirar o capital justamente no pior momento do mercado, obrigando-o a fazer caixa.

    Abcs,

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    1. Cara, vc falou TUDO!

      Quanto os investidores, ainda adiciono àqueles que não possuem perfil psicológico para estar na Bolsa.

      Quanto aos fundos, é exatamente isso aí.

      []s!

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  3. Olá!

    Post muito interessante.

    Já tinha feito um estudo desses, mas cheguei a conclusões diversas, por causa da metodologia que usei. Enquanto você usou filtros objetivos, eu usei critérios subjetivos do tipo: "eu nunca investiria nessa empresa". O resultado final foi que minha carteira simulada teve praticamente a mesma rentabilidade do índice.

    Acho que esses critérios subjetivos que usei funcionam apenas no caso das aéreas rs. Esses filtros objetivos são bem melhores.

    Mesmo assim, ainda considero o uso de ETF mais adequados para pequenas carteiras e que buscam diversificação desde o início delas, principalmente por conta dos custos. Ficar corrigindo o balanceamento de uma carteira com 20 papéis a cada dois ou três meses é pesado dependendo do tamanho da carteira.

    Uma outra coisa que dá certo também é comprar ETF e vender a descoberto os papéis que representam aqueles que você não quer no índice, na mesma propoção de sua compra no índice. Isso, claro, se o número de papéis que tiver que vender a descoberto for menor que os bons papéis da carteira, senão compensa comprar direto. O problema disso é que só dá pra fazer com carteiras grandes também.

    É isso, mais uma vez, parabéns pela postagem!

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    1. Fala, AP2038,

      alguns ETFs são melhores, mas o que mais me incomoda é que o Ibovespa é utilizado como benchmark e nossa referência de mercado. Ele é muito ruim.

      Na verdade, essa história de ficar fazendo balanceamento não acho legal, como já mostrei várias vezes por aki.

      Julgo mais interessante montar uma carteira inicial bem distribuída e com boas empresas. Os aportes podem ser feitos através de rodízio (cada mês 1 empresa), por exemplo. Sem se preocupar em como está a alocação.

      E por que isso? Caso o papel esteja subindo muito no LONGO PRAZO, não faz sentido se desfazer dele, pois não está subindo por especulação e sim por resultado.

      Obviamente, um bom gestor vai saber quando esta subida será por especulação ou por resultados. Caso seja por especulação, talvez seja interessante se desfazer de uma parte do ativo para comprar outros que estejam mais depreciados.

      Grande abraço!

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    2. Ah! Achei bastante interessante sua ideia de investir em ETF e vender a descoberto os papéis "ruins".

      Muito interessante mesmo. Numa crise tipo a de 2008, esses são os primeiros papéis a quase virar pó! rsrsrs

      []s!

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  4. Tem gente que acredita piamente que é impossível bater o mercado.
    Há estudos e há estudos. Da mesma forma que há estudos que dizem que não se pode bater o mercado, há estudos que dizem que sim. Temos que ser críticos na hora de lermos os nossos livros. Entretanto, tem gente que os trata com uma bíblia. Como algo que não deve ser discutido nem constestado.
    Excelente postagem, di.
    Abraços

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    1. Exatamente, AdP.

      Economistas ACHAM que sabem estatística, mas o que vejo de besteira matemática por aí é impressionante.

      Na minha humilde opinião, não vejo como um índice cheio de tranqueira vai conseguir bater uma carteira de bons papéis no LP. Isso não faz muito sentido.

      E, como vc bem disse, alguns tratam o assunto como bíblia, sem ter o menor senso crítico da coisa.

      Grande abraço!

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    2. Na minha humilde opinião, não vejo como um índice cheio de tranqueira vai conseguir bater uma carteira de bons papéis no LP. Isso não faz muito sentido.[2]

      E isso sem considerar o IR na venda. Se for considerar, a coisa fica pior.

      Abraços

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    3. Sobre o IR, AdP, nem comentei.

      O VR, por exemplo, comenta sobre a tal TSR dele de 4%.

      Vejamos, como ele mesmo já falou, para ter uma renda de 10mil/mês, a TSR seria de 4%.

      Mas pra quem investe num ETF, teria que pagar 15% de imposto nas vendas.

      Já quem possui ações, está isento até o limite de 20mil em vendas.

      Enfim...

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  5. São posts desse tipo que eu busco na comunidade.
    Parabens cara.

    Eu estava pensando em entrar em ETF, mas isso mostra que vale muito mais a pena você montar uma carteira com uma boa analise.

    Claro que é dificil acertar tudo, mas as chances de acerto e bom retorno são muito maiores.

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    1. Willian,

      repare que meu estudo foi em relação ao IBOV.

      Caso vc encontre um ETF com uma boa maioria de bons papéis, pode ser interessante investir no mesmo.

      Agora, o que não dá é investir em um índice tipo o IBOV, onde de 65 empresas, mais da metade (38) ou não apresentam lucros constantes ou possuem margens de lucro mto apertadas.

      Aí fica complicado.

      Grande abraço!

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  6. Interessante o estudo dimarcinho :)
    tb não curto etf justamente pela quantidade de empresas que eu jamais compraria isoladamente, até acho interessante como porta de entrada para um investidor novo, sem conhecimento, para ir se acostumando com as variações de mercado enquanto estuda.
    beijão

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    1. Oi, Ostra!

      Acho que como porta de entrada, pode valer sim, como aprendizado.

      Agora, VAGR3 na carteira ????????? É sacanagem, né?? rsrsrs

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    2. Poxa a VAGR3 ainda vai bombar!!! :P
      Estava tentando achar uma entrevista que falava sobre ETFs + homebroke, diziam q eles ainda serão a ruina de muita gente, simplesmente pq eles se tornaram uma porta de facil acesso p o mundo das ações, não exige analise de empresas nem nada complexo, os preços de negociação são baixos e com isso entram pessoas que não estão preparadas p a volatilidade.
      Qdo assisti achei muito sensato os argumentos dos investidores entrevistados, mas claro q não acho onde enfiei o link rsrs

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    3. Meu termômetro é uma mulher aki da gerência.

      Qdo ela resolver entrar, eu vou começar a vender tudo! kkkkkkkk

      Acha esse link aí, po! Tá igual eu qdo perdi akele blog de câmbio??? rsrsrsrs

      Dá uma raiva de não achar, né?? rsrsrs

      bjão!

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    4. achei um semelhante, bem mais simples do q o outro, coloquei lá no meu blog

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  7. Muito bacana o post. Eu devo começar em breve investir em ações, e estava pensando em ETFs pela diversificação mesmo com pouco valor.
    Agora com esse teu estudo já vejo que pode ser uma boa partir para ações diretamente assim que for possível (conhecimento + valor de carteira que comporte os custos).
    Mesmo com as aberrações, vc chegou a ver algum ETF menos ruim para indicar?
    Grande abraço.

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    1. Fala, TI!

      Bom, peço que primeiramente guie-se por suas próprias decisões. Este foi apenas um estudo que fiz.

      Mas eu não acho o BOVA11 bom, não. O PIBB11 já é melhorzinho, pois é espelhado no IbrX-50.

      Existem outros ETFs por aí.

      O que eu recomendo é verificar a composição de cada um, tx de administração e procurar escolher aqueles onde a grande maioria (se possível todas) sejam boas empresas e apresente uma baixa taxa de adm.

      Para investir sozinho exige mais conhecimento e um capital um pouco maior tb. Se vc estiver começando, talvez seja melhor começar por um ETF para ir se acostumando com o mercado.

      Grande abraço!

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    2. Ainda não olhei muito a composição do ETF DIVO11. Achei a liquidez dele meio ruim. Mas achei a ideia de um ETF de dividendos bastante interessante.

      Agora, uma oportunidade ótima em termos de ETF foi o ECOO11, durante seu lançamento. Se em um ano cair, dinheiro de volta. Perde-se apenas o custo de oportunidade.

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    3. Opa dimarcinho, fica tranquilo, com certeza qualquer escolha minha será baseado no que tenho estudado. Só aproveitei que você já está com assunto na ponta da língua :)
      Já estava pensando no PIBB11 mesmo, inclusive lembro que o VR investia nele antes de comprar ações diretamente.
      Um abraço e parabéns de novo.

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  8. Dimarcinho,

    Antes de tudo parabéns pelo estudo, olhei a tabela e está muito bem feita!

    Três detalhes:

    1- Sei que é pedir muito, mas se possível faça esse estudo por um período maior, se possível a partir de 94, que vai pegar toda a alta da petr e vale aproveitada pelo ibov, meu medo é que esse seu resultado é mero reflexo da desacelaração das duas, principalmente contra o portfolio equal-weight. O que você pensa a respeito?

    2- Por que apenas Petr3, vale3, usim3, etc.? Por que não pegou as com mais liquidez e participação maior? Além disso, a participação normalizada da Petr em 2008 é de ~6%, está certo isso? O peso dela deveria ser ainda maior que o do Ibov por serem menos ações, não? Isso pode alterar muitos os resultados.

    3- Apesar de ser curioso, pegar dados de 2011 para escolher empresas em 2008 é de pouquíssima utilidade por conta do survivorship bias, pra mim não serve nem como carteira hipotética.

    Mais uma vez, parabéns! É muito bom ver coisa nova na blogosfera!

    Abraços,

    VR.

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    1. Fala, VR!

      Eu achei a tabela meio bagunçada! Tem informação demais! rsrs

      Respondendo:

      1 - É praticamente inviável fazer esse estudo. Para q eu fizesse uma escolha de empresas em 1994, eu deveria ter os dados das empresas de pelo menos 10 anos antes, ou seja, desde 1984. Além disso, de lá pra cá o IBOV sofreu muitas alterações. Tem empresas que não existem mais, ou foram divididas ou coisas do gênero. Com a OIBR eu não consegui acertar os dados, de pouco tempo atrás, imagina empresas com Acesita? Isso aí daria um estudo muito detalhado, eu acho q nem publicaria de graça! rsrs

      Além disso, precisaria de uma base de dados muito boa. Isso é trabalho pra galera da Economática. Talvez com eles seja possível fazer isso.

      Sobre a alocação em PETRO e VALE, não vejo problema, pois elas participaram de todas as carteiras. Ou seja, um desempenho melhor delas só faria com que as outras carteiras fossem melhor ainda, concorda?

      Talvez pudesse fazer uma diferença comparando com as carteiras de igual alocação inicial, mas nas carteiras normalizadas creio que não terá muita diferença.

      2 - Rapaz, confesso que eu resolvi pegar só por empresa, mas agora q vi aqui que os rendimentos dos papéis foram bem diferentes (PETR4 tá no positivo e PETR3 no negativo). Vou dar uma acertada e verificar esse 6%, pois eu havia somado o de ambas pra dar certo. Estranho. Devo ter comido mosca em alguma.

      3 - Repare q as boas empresas não mudaram muito, pois com resultados sempre consistentes tendem a ficar no índice. Já as empresas ruins. Mas posso fazer partindo da composição do IBOV de 2008, mas não creio que a conclusão será a mesma.
      Veja que mesmo apenas este ano a carteira estaria bem melhor.

      Depois dou uma olhada com calma na 2a pergunta.

      []s!

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    2. VR,

      já atualizei os cálculos, a planilha e o texto.

      A rentabilidade da carteira de 2008 caiu bastante, mas ainda assim ganhou do IBOV.

      Já as outras carteiras continuaram dando uma surra no IBOV.

      Ou seja, em nada mudou a conclusão meu texto.

      []s!

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    3. Sugiro ao Viver de Renda argumentar de forma mais simples e clara, sem uso de jargão... fica mais fácil para um leigo que nem eu entender o que está sendo dito...

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    4. No 1 ele quis dizer equal-weight são as carteiras que possuem uma alocação igual em todos os ativos

      Já sobre o survivorship bias, é que eu fiz uma comparação do IBOV de hj, mas como se fosse em 2008. No entanto, de lá pra cá o IBOV mudou e as empresas que tiveram pior desempenho são descartadas, elas não "sobrevivem" para ficar no índice.

      Mais ou menos. As boas empresas estão todinhas lá. As empresas ruins que ficaram fora.

      Espantosamente inacreditável, não???

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  9. Que tal um estudo desse tipo com SmallCaps?

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    1. Willian,

      posso tentar fazer, mas este estudo é bem complicado de ser feito, fiquei fazendo ele por umas 2 semanas.

      []s!

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    2. Também fiquei interessado no estudo com as Small Caps ehehehe

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    3. Pois então, vou tentar ver depois, mas dá muito trabalho, pois tenho que analisar TODAS as empresas do índice! rsrsrs

      Mas creio que conclusão será a mesma: o desempenho será superior ao índice.

      []s!

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  10. Ótimo estudo dimarcinho, eu já venho com essa ideía tem um bom tempo mas nunca parei para analisar detalhadamente, esse critério de formação do ibovespa sempre me pareceu muito esquisito pois comete o absurdo de não descartar os micos.

    A propósito eu estava querendo formar um índice apenas de micro-caps (aquelas que se assoprar somem ao vento kkk) e acompanhar sua evolução nos últimos 10 anos, mas me falta tempo para analisar tantos dados!

    Abraços

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    1. Fala, IA!

      Eu fui entrando no site do Bastter e availando os lucros e margens das empresas nos últimos anos. Baseado nisso, eu fui filtrando.

      É simples. Só dá mto trabalho! rsrs

      []s!

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  11. Muito bom post!

    Também acredito que é possível ganhar do ibovespa.
    Por isso que estou comprando ações individuais.

    Mas uma outra forma que ainda não analisei seria a de investir
    em vários ETFs dos diversos índices.

    http://www.bmfbovespa.com.br/indices/BuscarIndices.aspx?idioma=pt-br

    Assim poderíamos fazer a alocação por setores e evitar a concentração em PETRO e VALE e por liquidez feito pelos ETFs baseados no ibovespa.

    É só uma idéia nova que passou pela minha mente por enquanto.

    abs!

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    1. Não há diversificação qdo vc pesa fortemente a carteira em apenas 1 ou 2 ativos

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  12. Galera, recebi um comentário por e-mail, e o cara pediu para não se identificar:

    Boa noite meu caro, passando pelo seu blog vi seu estudo sobre bater o mercado e tal, me lembrou dessa tese de mestrado que li recentemente, segue anexo e segue link.

    http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/2620

    Ia comentar no blog porém vi que não é possível comentar anonimamente, por isso o email - gostaria de manter minha privacidade por trabalhar no ramo.

    Há muitos estudos, teses, dissertações sobre o tema, sempre mostrando que realmente não é difícil bater o IBOV.

    O livro Mitos de Investimento do Damodaran também testa diferentes carteiras, inclusive uma carteira de valor, com ativos de baixo P/L, que mostrou ter mais retorno com menos risco (menores BETA e desvio padrao).

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  13. Olá diMarcinho,

    Primeiramente parabéns pelo estudo.
    É fato que a grande maioria dos investidores toma pau do mercado. Mesmo os grandes fundos ativos, são raridade os que ganham do IBOV por anos consecutivos.
    Montar uma carteira diversificada é trabalhoso e seu monitorando idem. Fora o desconhecimento para a escolha das empresas, muitos fazem uma pseudo análise fundamentalista e acham que estão fazendo boas escolhas. Uma análise criteriosa para se separar o joio do trigo leva horas.
    O IBOV apresenta uma rentabilidade nominal de quase 17% de 1994 a 2011, não conheço investidor que tenha tido rentabilidade maior neste período no mercado de ações. Na verdade não conheço ninguém que esteja no mercado desde 1994.
    Concordo que é possível vencer o IBOV e que o índice é horrível, por isto da minha escolha pelo IBr-X. Justifico minha escolha neste texto em meu blog: http://www.efetividade.blog.br/2012/02/20/qual-etf-escolher-pibb-versus-bova/
    Agora é verdade que pouquíssimos brasileiros sejam investidores, menos ainda os que têm algum conhecimento mais sólido. Ao falar em ações o pessoal lembra apenas de PETR e VALE. Defendo os ETFs por diversos motivos: comodidade, tempo fora do mercado, menor custo, diversificação facilitada, menos estresse, e possibilidade de se investir com baixo conhecimento.
    Mas, quem for capaz de fazer as próprias escolhas: boa sorte. Só afirmo que muitos se acham aptos, quando na verdade não estão, assim, na dúvida, fique com os ETFs.
    Outro texto que recomendo, e este você já leu e comentou, mas fica para seus leitores, é este: http://www.efetividade.blog.br/2012/08/20/esqueca-a-analise-fundamentalista-e-invista-em-etf/#comment-3944

    Abraço!
    Jônatas R. Silva

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    1. Olá, Jônatas,

      a única coisa q eu não gosto no tocante aos ETF's foi algo que a Ostra comentou: são "bons" para pessoas sem muito conhecimento.

      Mas eu discordo disso: não creio que o mercado acionário seja para pessoas sem conhecimento. Se já é difícil manter um bom psicológico com conhecimento, imagina àqueles não possuem?

      Nas primeiras quedas vão vender tudo, desesperados.

      Como vc bem viu no meu estudo, fiz um filtro simples, apenas deixando as empresas lucrativas e o resultado, apesar do prazo curto, já foi bem melhor.

      Minha crítica não é nem tanto aos ETF's em si, e sim ao Ibovespa, pois pra mim é o nosso pior índice de mercado e é utilizado como benchmark por n fundos.

      Tb acho o IbrX-50 muito melhor. No entanto discordo do critério de utilizar o volume relativo como peso ponderal. Acaba que um índice de 50 empresas fica na mão de 10. Não é nada representativo.

      Grande abraço!

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  14. O periodo que você fez a análise é muito curto e não serve para absolutamente nada, da uma olhada no livro the little book of common sense investiment e nas análises de mais de 30 anos do mercado que ele possue. O livro está somente 13USD.

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    Respostas
    1. Oi, André!

      Eu sei que o período é curto. Vc já leu "O Investidor Inteligente" ??? Todos aqueles em comum que utilizaram a estratégia de investimento de valor deram uma SURRA no S&P500.

      Vou comentar o que comentei lá no blog do VR:

      André,

      comparar desempenho os ETFs com fundos não faz mto sentido;

      Explico:

      1 - A maioria dos fundos fica presa a regras de alocação. Não adianta nada o fundo ter uma ação que irá subir 50% ao ano se cada vez que esta ação atinge 1% do fundo ele é obrigado a se desfazer do papel pra rebalancear. O ganho é muito inferior.

      2 - Fundos, em geral, possuem taxas de performance, o qual comem cotas e vão para os administradores do fundo quando conseguem superar o benchmark. Dependendo do desempenho, isto pode superar 1%aa no LP.

      3 - O mesmo vale para taxas de administração, são bem mais altas que as de um ETF.

      4 - Fundos não tem controle sobre seus investidores individuais. Em épocas de crise, qdo os investidores individuais deveriam estar aportando para comprar mais, os fundos se vêem obrigados a encerrar posições perdedores para pagar o resgate da manada. Acabam sendo obrigados e vender no fundo, qdo poderiam estar comprando.

      E é por TODOS estes motivos q eu NÃO faço investimentos em fundos. A vantagem deles é que costumam selecionar papéis melhores do que os contidos em ETFs de índices; mas isso eu sei fazer sozinho, então prefiro investir eu mesmo. Não precisa ser PhD para ver um gráfico de lucro crescente nos últimos 10 anos.

      Quanto ao seu comentário sobre empresa boa/ruim, a empresa boa é muito mais provável que continue boa ao longo dos anos do que fique ruim, afinal de contas, ela já mostrou há anos seguidos que sabe manter uma boa administração.

      Empresa boa passe por crise e continua seu rumo. Empresa ruim quebra na 1a crise.

      Claro, existem exceções, mas uma diversificação serve para isso.

      Veja, não estou falando que os ETFs devam ser abominados. Apenas digo que não as 1000 maravilhas que pregam. Eles possuem vantagens e desvantagens como qq outro ativo financeiro.

      Sobre o livro, já não gostei da resenha:

      "Trying to beat the stock market is theoretically a zero-sum game (for every winner, there must be a loser), but after the substantial costs of investing are deducted, it becomes a loser’s game."

      Quer dizer então que os dividendos pagos pela empresa não entram nessa conta? Se a resenha é falaciosa, imagina o livro?! Fala sério!

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    2. haha temos que manter a discussão ou aqui ou lá :P, enfim, postei lá

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    3. mas inclusive, comentei, o livro é barato e o VR fez uma critica dele: http://viverderenda.blogspot.com.br/2010/01/critica-do-livro-little-book-of-common.html

      Queria que você lesse o livro, ou pelo menos a resenha do VR, e contra argumentasse hehe.
      Tenho 7 livros lidos mas todos são mais teoricos do que práticos.

      Eu comecei a ler o livro do inteligent investor MAS parei na metade, achei a linguagem muito chata e dificil para um leigo no assunto, já que você mencionou vou tentar debulhar ele começando do zero de novo hehe

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    4. André,

      li a resenha. Veja como este livro não tem praticamente NADA a ver com o q eu estou falando aki.

      Em primeiro lugar, ele foca nos fundos ativos, ou seja, naqueles que operam e ficam comprando/vendendo.

      1) A MINHA filosofia de investimento é B&H. Não fico comprando e vendendo sempre. Já fiz isso, num passado e o que se gasta de corretagem é algo inacreditável. Minha filosofia hj é comprar sempre. Vender, só em caso de MUITA sobrevalorização do ativo.

      2) Olha o que o próprio Buffett disse e o VR replicou:
      "[the majority of investors] do not have the time, or the determination, or the mental equipment to embark upon such investing as a quasi-business. They should therefore be satisfied with the reasonably good return obtainable from a defensive portfolio, and they should stoutly resist the recurrent temptation to increase the return by deviating into another paths."

      Resumindo: a maioria dos investidores não tem estudo e nem tem paciência para entrar numa ação como sócio de verdade e ficar com ela no longo prazo.

      O que acaba derrubando um investidor é quase sempre o psicológico. De nada adianta ele investir em ETFs e comprar no topo e vender no fundo. Vai dar no mesmo.

      Gostaria de pegar a estatística DESTES caras (os que possuem bom psicológico e casaram com as ações) e ver quantos deles bateram o índice. Arrisco dizer que o número superaria os 90%.

      Sair pegando tudo q é fundo e fazer disso estatística e tirar esse tipo de conclusão é simplesmente inválido. O investidor médio, que é aquele q não estuda nada, acha q não precisa fazer estudo nenhum e até 2 meses estava com o dinheiro na Poupança (o que é SELIC?)... ele vai se ferrar, a não ser por muita sorte. Pois este investidor não possui nem conhecimento, nem estratégia, nem nada. É cego em tiroteio.

      Neste link vc verá que não foi apenas Buffett quem obteve sucesso, mas todos aqueles que trabalharam com Graham e seguiram sua metodologia. Buffett é o mais bem sucedido apenas.
      http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/OS%20SUPERINVESTIDORES%20DE.htm

      Mais uma vez, minha crítica não é aos ETF's em si, mas principalmente ao Ibovespa.

      Mas não vejo como um índice feito por empresas ruins vai superar um índice com empresas boas no longo prazo.

      A lógica do Mercado Financeiro e do fluxo de dinheiro nele presente torna isso uma grande dúvida, principalmente no LP, onde as coisas ficam cada vez mais reais.

      Entender bem o Mercado Financeiro é o primeiro passo para entender o mercado de Ações. E o que vejo é que tem gente q não entende nem o básico do movimento e já está investindo em ações.... esse cara, vai entrar nessa estatística aí...

      Grande Abraço!

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    5. dimarcinho entendo seu ponto e respeito, inclusive não vou ficar somente em ETFs, também vou comprar ações que julgo boas e minha tecnica é igual a sua, b&h para sempre. Nem olho quanto ta valendo a minha carteira para falar a verdade..

      No livro que eu comentei o proprio Buffet disse que se Graham fosse vivo sem sombras de duvida ele iria ser fã de ETFs :P

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    6. André,

      meu grande questionamento é mais em relação ao Ibovespa e sua composição. Eu acho que poderíamos ter índices mais bem feitos.

      Agora o q eu realmente não consigo entender é como um Fundo formado com ações boas e ruins, como o IBov, onde a maioria das ações é RUIM, vai ganhar de uma carteira montada apenas com empresas boas.

      Este é o meu grande questionamento. Se for ETF ou Fundo, não to nem aí.

      Apesar de falarem em renda passiva, pelo menos aki no Brasil, nada pode ser mais ativo do que o Ibovespa. Sua composição muda SEMPRE. Isto é ser uma carteira ativa ou passiva?

      Quer dizer q gerenciando minha carteira não posso trocar de ativos 1 vez por ano, mas um ETF do Ibov pode?

      Palhaçada essa comparação, não é verdade?

      Entende como devemos olhar direito as metodologias antes de sair pegando os números e tirando conclusões?

      As coisas não são tão simples qto parecem! hehe

      Um estudo poderia ser feito na economática.... se eu fosse dono de algum Asset eu até encomendaria este estudo... de repente daki a uns 10 anos! :P

      []s!

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  15. Pelo que tenho estudado, pode realmente ser interessante utilizar a estratégia de comprar papéis isolados ao invés de comprar índice. BOVA11 é complicado mesmo. Ainda mais pelo comprometimento do fator diversificação, haja vista que estas duas empresas representam 1/4 do índice. E ainda tem dois agravantes para ambas empresas, a saber: nociva ingerência do governo e alta exposição à conjuntura econômica mundial.

    Como já exaustivamente comentado por você, o índice ainda carrega o peso morto dos micos como as empresas 'X' da vida.

    Diante deste cenário, fiz uma análise e decidi comprar alguns papéis 'defensivos' como CRUZ3 e AMBV4, líderes de mercado, menos vulneráveis a crises globais (na crise de 2008 o povo continuou fumando e bebendo cerveja), tem bom histórico de crescimento de receitas e lucros, possuem gestão financeira conservadora, e são boas pagadoras de dividendos. O resultado não podia ser outro que não a SURRA que uma carteira contendo apenas esses 2 papéis deu no IBOV durante o período do plano real.

    Fazendo análise trimestral a partir da divilgação dos resultados, coisa que dá para fazer tranquilamente com, no máximo duas horas de estudo, você pode SIM ter um desempenho consideravelmente superior ao índice.

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    Respostas
    1. Exato, o negociador!

      Não faz sentido NENHUM um índice composto por empresas ruins bater um índice com empresas boas.

      E por quê? Sabemos que o fator que faz as ações subirem no LONGO PRAZO é, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE, o LUCRO.

      Se as empresas ruins não dão lucro, como seus papéis vão subir no longo prazo?

      Eu só vejo eles caindo!

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